Sobre liderança

Posted by on 20 20UTC novembro 20UTC 2007 | 8 comments

Sobre liderança

Os critérios de Jesus parecem ser diferentes dos nossos. Alguns dos chamados eram profissionais, outros jovens, outros até supostos corruptos de carteirinha.

Treinar jovens? – Ah… muito trabalho. – Indígenas? – Ah muito complexo… – Adultos maduros? – Ah, são muito rígidos difícil de mudar… Parece que deste jeito nunca vamos encontrar ninguém para a missão.

Quem é o missionário ideal? Para começar a inumerar as qualidades do missionário ideal e ditar as regras de quem deveria ou não fazer missões, eu teria pretender ser melhor que o próprio Jesus.

Os doze que Jesus escolheu como principais líderes na proclamação do evangelho ao mundo não eram “grandes-coisa”. Cometeram erros ideológicos sérios, e o primeiro foi pensar que o Messias se limitava a ser o Messias para a turma deles, sendo que Jesus os havia ensinado que seu interesse era por todos os povos. Nem podia ser diferente sendo que ele era a encarnação do Deus universal que criou toda a raça humana. Mas mesmo assim nós que somos quase tão ignorantes quanto estes primeiros apóstolos, (digo quase porque pelo menos mais história debaixo da ponte nós temos…) temos que ler livros revelativos e desvendadores de nossa cegueira como o Fator Melquisedeque de Don Richardson para percebermos as estratégias de Jesus para ensinar aos seus discípulos seu plano de graça.

O fato é que os apóstolos mesmo com dificuldade acabaram captando a mensagem, e proclamaram pelo mundo afora, e são modelo para nós hoje o foram por toda a história da igreja, de perseverança e amor por Jesus. Se tivéssemos formulários cheios de critérios para resolvermos se aceitamos ou não os discípulos como apóstolos (que quer dizer missionário) oficialmente não teríamos aceito.

– Não, este aqui já negou três vezes e ainda nem foi para o campo… Imagina quando o torturarem, vai apostatar na certa, nunca chegará ao martírio da cruz de cabeça para baixo…

Os critérios de Jesus parecem ser diferentes dos nossos. Alguns dos chamados eram profissionais, outros jovens, outros até supostos corruptos de carteirinha. E este suposto corrupto foi chamado oficialmente por ele para pertencer à missão, sem nenhum pudor, na frente de todos…


– Mateus, vem.
– Mas, Senhor não arrecadei a féria de hoje, pode até dar um lucrinho básico para ajudar na missão, hein?
– Não me interessa. Venha.

– Mas… Senhor, você vai ficar mal falado, estou envolvido no escândalo Albatroz, sou gerente do Maluf, amigo dos anões do orçamento e quando adolescente ajudei o PC na arrecadação da campanha do Collor. Você não se preocupa com a reputação de sua missão?

– Acho que não, depois da morte de cruz não sobra muita reputação pra mim. Vem.

Mateus foi. Imagina quando ele chamou João como não deve ter sido. João estava com seus irmãos pescando.

– Jesus cê ta firmeza que me quer. Olha ainda não fiz 18 (dizem que João era jovem quando Jesus o chamou).
– Tô firmeza.

– Mas cara, num sei não, tô afim de uma gatas, e se elas me verem assim missionário vai queimar um pouco meu filme. Sou badboy, meu pai é dono de empresa, se eu for quem vai cuidar do meu pitbull? Eu estava metido numas brigas, não segurei a onda de ficar fora, os caras estavam muito %$#@ e aí entrei e olha a cicatriz na testa. Eu também queria fumar uns, não sei se rola assim andando com você, to nessa desde cedo, minha mãe é separada, minha família é o caos, mas cara tá firmeza mesmo?…

Jesus não disse nada, só deu um abraço nele.

– Pai? _João perguntou timidamente.
– Humhum.- Respondeu Jesus. – Te amo meu filho.

João se calou juntou as trouxas e foi com ele. Não brigou, não fumou mais, se tornou um jovem limpeza, dava umas broncas num seguidores de vez em quando com seus irmãos, e teve uma certa sede de ter mais poder no céu que os outros… Mas foi ser pescador de homens. Acho que é assim com todos nós. O amor dele nos redime. Não fazemos o que fazemos, seja o que for, pastores, missionários por aí afora, líderes de base, porque somos bonzões, ou até porque não temos pecado… É pela graça dele, porque ele sabe nos amar além do que nós aparentamos ser, ou além do que pensamos ser…

A JOCUM tem esta unção de desentortar pepino, de acreditar naquele que ninguém acredita, de dar a segunda chance, a terceira, a quarta se for necessário. O dom mais necessário na liderança do século XXI é o dom de amar. Ninguém é ideal. Só amor nos faz ideal.

-Poxa então quer dizer que não existe o missionário ideal?
– Não. Quer dizer que todos somos o ideal. Basta encontrarmos alguém que acredita em nós.

Publicado originalmente em www.jocum.org.br

8 Comments

  1. Muito lindo, pra quem estar esperando se tornar o ideal pra falar do amor de Deus, muda tudo, dar força pra tomar a iniciativa e realmente ir,e crer que com a graça de Deus somos regenerados…mesmo caindo mas Deus nos levanta..to amando os artigos tem falado muto comigo, tenho muito vontade de me tornar uma missionaria só não sei ainda como…e qndo…Esperando no Senhor..

  2. Tem poesia este texto. Muito lindo e muito útil.

  3. Gostaria de adquirir mais informações sobre o curso de liderança, ministrado pelo Jocum? Por exemplo quando seria o próximo, a data e valores? Aguardo sua resposta.

  4. Tenho 16 anos queria conhecer mais sobre a Jocum como fasso?

  5. Quero mais informações!

  6. É verdade quando se encontra alguém

  7. gostaria saber mais infomaçao

  8. Realmente a Jocum tem a unção de “desentortar pepinos”, porque eu já fui um desses. Recebi o chamado missionário e quando fui fazer ETED descobri que a única motivação eram os meus próprios interesses, digamos “o meu reino”. Descobri realmente o que era o chamado missionário, mas não desisti, me apaixonei. Tive lideranças que me apoiaram, outras que erraram (quem não erra?). E finalmente me achei, me encontrei. E a cada dia agradeço a Deus que do nada fez tudo acontecer na minha vida….

Deixe uma resposta para suy Ellen Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.